Sociologia, literatura, artes plásticas, sexo, agronegócios, cinema, culinária, esportes, antropologia, comportamento, música, economia, religião, dança, direito tributário, moda, política e teatro infantil reunidos num só lugar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mudamos!

Como somos de seguir modinhas e nos guiar pelo hype, nos mudamos pro Wordpress, que é bem mais bacana.

http://vacacaga.wordpress.com/

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

[Etiqueta] Guia de boas maneiras para o carnaval

Só porque o carnaval é promíscuo e tresloucado, não quer dizer que é socialmente aceitável esquecer dos bons modos no período. Finas maneiras são sempre bem-vindas, não importa o quão libertino seja o momento. Aqui vai um guia de sobrevivência para as principais situações enfrentadas no carnaval.

Capítulo 2 – Interagindo com as pessoas

Acredita-se que no passado o carnaval já teve a estranha finalidade de ser, simplesmente, carnaval. Aquela coisa de quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão. Hoje, o objetivo da festa é propiciar o contato físico entre as pessoas, o que alivia momentaneamente o sentimento de culpa de quem passa todo o resto do ano sozinho.

Provavelmente você conhece alguém que diz “ah, mas quando fevereiro chegar eu tiro o atraso”. Essa costuma ser ouvida com maior freqüência a partir de março. É preciso muito tato para evitar frustrar as grandes expectativas que são sempre criadas, tanto as suas quanto as alheias.

Como se comportar em público:

A economia tem muito a nos dizer sobre como se comportar. Apesar de sermos capitalistas, no carnaval, a grande maioria esquece o conceito de propriedade privada e passa a socializar tudo. E por tudo, entenda tudo. Mesmo.

Ao contrário do resto do ano, as pessoas deixam de tentar se apossar definitivamente dos territórios alheios, passando exclusivamente a realizar ocupações temporárias, normalmente várias ao dia.

As classes são extinguidas e não há donos; ninguém é de ninguém. Regular ou recusar beijos e bolinações é mal visto pela sociedade. O correto é consentir que todos se beneficiem dos seus bens, seja seu corpo ou a sua carteira que alguém pode eventualmente pegar no meio da multidão.

Para os mais conservadores, a uma opção é adotar a postura neoliberal, deixando o Estado (você) sem qualquer poder de intervenção. Tome umas, fique totalmente entregue e deixe que a mão (e todo o resto) invisível do mercado tome conta de você. Assim, tanto você quanto a sociedade são igualmente beneficiados.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

[Etiqueta] Guia de boas maneiras - Especial carnaval

Só porque o carnaval é promíscuo e tresloucado, não quer dizer que é socialmente aceitável esquecer dos bons modos no período. Finas maneiras são sempre bem-vindas, não importa o quão libertino seja o momento. Aqui vai um guia de sobrevivência para as principais situações enfrentadas no carnaval.

Capítulo 1 – Usando drogas

Maconha

Não é recomendado o uso. Apesar de causar certo relaxamento, o que pode ser ótimo na agitação carnavalesca, o baseado pode causar sérios problemas intestinais. A larica leva o usuário a comer qualquer porcaria da rua o que, inevitavelmente, o levará para um caminho de dor e sofrimento na privada. Pior ainda, na privada de um banheiro químico, na rua, com uma tremenda fila.

Cerveja

Acredita-se que por sua semelhança com a urina, tanto no sabor quanto na aparência, o organismo nos obriga a repelir rapidamente a cerveja. Já na primeira latinha começa o aperto. Como todos os banheiros químicos são impróprios para o uso humano, a maioria recorre aos muros e cantinhos. Nada mais descortês do que urinar em público. Prefira algo que provoque embriaguez sem acessos de incontinência urinária, como cachaça. Ou opte pelas drogas injetáveis.


Loló

Um dos maiores dilemas da etiqueta moderna para o carnaval diz respeito sobre o uso do loló. Afinal, devemos partilhar ou não os lenços molhados? Pode parecer egoísta não oferecer o lenço para o chapado que está ao seu lado, só porque ele vai deixar o pano todo babado e nojento. Lembre o seu amigo que loló faz mal e que muitas pessoas podem ter desmaios, ataques cardíacos etc. Pensar no bem-estar do próximo é uma desculpa digna.

Dica: A Skol está oferecendo em vários eventos bandanas que podem ser muito bem aproveitadas por você que curte loló.


Amanhã publicamos o Capítulo 2.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

[Reveillon] Receitas para o ano-novo











Para ter sorte no amor


Ingredientes:
- Uma calcinha vermelha

Modo de fazer:
Na noite da virada (de ladinho ou não), use uma calcinha vermelha. E nada mais. Funciona como mágica, é só sair de casa que logo você encontrará um homem disposto a fazer loucuras a dois (ou mais, nunca se sabe). Se ainda assim ninguém se interessar, experimente levar também uma garrafa de sidra. Espere fazer o efeito. Ah, a simpatia também funciona com outras cores de lingerie.

Para ter saúde

Não dependa do sistema público. Experimente a Unimed.

Para ganhar dinheiro

Ingredientes:
- Dois pais ricos (podem ser substituídos por um pai e uma mãe, sem problemas)
- Um testamento vantajoso

Para temperar:
- Irmãos Cravinhos a gosto.

Modo de fazer:
A receita é simples. Coloque os pais em uma travessa untada com manteiga e acrescente os irmãos Cravinhos. Aguarde alguns minutos para o tempero agir. Consuma o testamento à parte e depois sirva de mal exemplo aos coleguinhas menos ricos que você.

Observação: Não funciona com a Suzane von Richthofen. Certifique-se da sua identidade antes de tentar fazer a receita.

Para ter paz

Ingredientes:

- Uma muda de roupas brancas.
- Uma lápide.
- 58 comprimidos de calmantes (não substitua por homeopáticos)
- 1 litro de uísque (pode ser substituído por água, mas perde parte do glamour)

Modo de preparo:
Vista sua roupinha branca e ingira os comprimidos, com cuidado para não engasgar, afinal, você não quer morrer sufocado. Pronto.

O prato também pode ser servido com culpa. Para isso, antes de terminar de engolir os comprimidos, igue para sua ex-namorada, ex-marido mulherengo, pai repressor, mãe ausente ou chefe do trabalho e peça para lhe visitarem.

Para ter felicidade

Qualquer receita para isso é pura superstição, não existe.

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sábado, 29 de dezembro de 2007

[Polêmica] Vídeo de sexo de um dos membros do blog

Recentemente caiu na internet um vídeo onde o nosso companheiro Yuri "Monstro" faz sexo com duas mulheres de identidades ignoradas.

Nós, do Vacacaga, gostaríamos de declarar que a vida privada dos membros só diz respeito à eles próprios, e que nenhuma atitude isolada de algum dos escritores do blog possui apoio ou é comportamento padrão do Vacacaga S/A.

Em respeito ao nosso companheiro Monstro, o blog não vai comentar a publicação do vídeo em grandes sites de fofoca da internet

Mas, por outro lado, como eu sou fuleiro mesmo, vou publicar o vídeo aqui também


Prehistoric Threesome - Watch more free videos

bonito senhor Monstro...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

[TOP 10] - Bíblia

Ainda no espírito de Natal, resolvi fazer um apanhado com os melhores momentos do Livro Sagrado: a Bíblia. Apesar de ser um livro cheio de ação, drama, sexo e bom humor, a obra se estende por muitas páginas, então esse estudo terá que ser dividido.

A primeira parte abrange o livro Gênesis, do capítulo 1 ao 25

No futuro, se tiver tempo (ou seja, saco) separo mais pérolas deste grande livro. No mais, fiquem com o top 10 Gênesis, parte I

10º - Gn 25, 14-15
“Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá”

Apesar do que possa parecer, eu não tirei esse trecho de uma música do Djavan

9º- Gn 2, 25
“E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.”

Mas também não se abaixavam para pegar as frutas que caiam no chão, nem sentavam na grama...

8º - Gn 10, 16-17
“E ao Jebuseu, ao Amorreu, ao Girgaseu, e ao Heveu, ao Arqueu, ao Sineu”

De repente, estou começando a achar nomes como Jéssika Adriane, Washington Wanderley e Chirlandiany Cleide nem tão estranhos assim...

7º - Gn 6, 8
“Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.”

Esse Noé é um fanfarrão... riu da cara de Deus.. é muita intimidade com o Altíssimo

6 º - Gn 22, 22
“E Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel”

Mais sugestões para bandas de Hardcore...

5º - Gn 12, 11-14
“E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa”

E assim, Abrão se tornou o primeiro corno conformado da História

4º - Gn 15, 19-21
“E o Queneu, e o Quenezeu, e o Cadmoneu, e o Heteu, e o Perizeu, e os Refains, e o Amorreu, e o Cananeu, e o Girgaseu, e o Jebuseu”

E no ataque, Pelé... esse é o time dos meus sonhos

3º - Gn 19, 4-7
“E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. “Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado”

Vocês sabem que "conhecer" no sentido bíblico tem outro significado né? É a velha máxima: quem tem cu tem medo...

2º - Gn 19, 8
“Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta”

Esse versículo é continuação do item passado. Vocês já sabem que "porta" eles tentaram arrombar?

1º- Gn 9, 21-25
“E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda. E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, e fê-lo saber a ambos seus irmãos no lado de fora. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre ambos os seus ombros, e indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos estavam virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai. E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos”

Definitivamente, Noé não sabe beber. Sobrou pro pobre do Cão, que além de ver o velho pelado, ainda teve o filho amaldiçoado... Não é à toa que depois disso, o Cão é quem bota pra nóis beber...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

[Perfil] Jesus


I – Infância de Jesus (1-2)


Prólogo (= Mc 1,987623ss = Lc 38764s = Jc 1,58-98763)

1 Ser filho de Deus é uma barra. Criança que hoje reclama dos planos que os pais lhe fazem para o futuro não tem idéia do que é ser cobrado de verdade. 2 “Ah, meu filho vai ser Messias quando crescer”, dizia Maria, enquanto José o chamava carinhosamente de “meu Salvador da Humanidade”. 3 Tava na cara que esse menino ia crescer com problemas. 4Enquanto a maioria das crianças de Nazaré pedia aos seus pais brinquedos como carrinhos, bonecas e videogames, Jesus aporrinhava José e Maria para ganhar o trono de Davi no aniversário, um presente que o casal jamais pôde bancar. 5O fato só não gerou mais frustração porque seus pais sempre lhe lembravam que ele ainda teria o Reino dos Céus, algo muito mais divertido e imponente. 6Conformou-se.


A caretice (= Mc 1,7865,9 – 98384 = Lc 4,14s; 9,789 – 111346)

1 Salvo um ou outro evento, a infância e adolescência do mancebo Jesus foi bastante insossa, como a vida de todo garoto certinho. 2 Nada de baladas nas matinês das bacanais de Herodes nem raves no Monte Hermon. Sequer puxar unzinho nos fundos do Templo ele experimentou. 3 Ficou apenas nos jejuns e orações.


II – Princípio da Missão de Jesus ( 1 -3)


Se jogando no mundo (= Lc 874,8,4 – 761,96)

1 Foi no ano décimo quinto do reinado de Tibério que Jesus começou sua vida pública. Ganhou alguma fama (e também alguns trocados, afinal, também era filho de Deus) curando possessos, leprosos e viciados em crack. 2 Foi nesse período em que criou o slogan “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. 3 Um tanto megalomaníaco, é verdade, mas marcante e eficiente.

A pregação e o prenúncio de ser pregado (= Mt 4,9632 – 98384 = Zé 9,14s; 9,739)

1 O caminho para o showbiz foi curto, naquela época qualquer truquezinho barato como andar sobre a água impressionava. 2 Em pouco tempo Jesus ficou pop e formou uma trupe com 12 amigos. 3 A inveja, claro, não tardou a aparecer. 4 Judas, o apóstolo responsável pelos números de street dance nos intervalos das apresentações de Jesus, resolveu aprontar.

Traição de Judas ou de como Jú armou pro lado de Jê (= Mc 17,8- 8723 = Jo 12)

1 Judas armou uma cilada. Plantou 600g de maconha e uma garrafa de dois litros de Fanta Uva nos pertences de Jesus e o denunciou para a divisão de narcóticos da guarda do Templo. 2 O traidor combinara com os soldados um sinal: “Aquele que eu der um tapinha na bunda, é ele. Prendei-o!” 3 Jesus tascou um soco na cara do pederasta traidor após a brincadeira e acabou sendo preso também acusado de agressão. 4 A casa caiu.


III - A paixão de Jesus (1)


Caminho da cruz (= Mc 1,7865,9 – 98384 = Lc 4,14s; 9,789 – 111346)

1 O fim da história todos sabem. Carregar uma cruz pesada por quilômetros, ser chutado, cuspido e maltratado, usando apenas uma cueca rústica e uma coroa de espinhos. 2 E fazendo tudo isso de bom grado, provavelmente se divertindo, achando que estava salvando a humanidade. 3 É por isso que chamam de “A Paixão”. Talvez tenha sido um pouco mais extremo do que os apaixonados fazem habitualmente para agradar quem eles gostam, mas faz todo o sentido. 4 E, como todos sabem esse tipo de entrega quase nunca dá muito certo. 5 “Bonzinho só se fode”, teria dito Barrabás antes de correr para a liberdade. Pura verdade. 6 Um romântico irreparável esse Jesus.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

[Estética] Bigodes


Dom Pedro I já brincava de limpar os dentes com seu bigode, após cada farta refeição, e ninguém falava nada daquele bigode monstro, que emendava com a costeleta, de forma bastante estilosa pra época.

Fred Mercury arrasava nos palcos, usando aquele seu bigode que o deixava com cara de macho (brabo), mas como suas calças lhe entregavam logo, qualquer bigode parecido com o de Fred Mercury é gay.

O cobrador do ônibus (sempre ele) usa seu bigode fininho, ralo, mal aparado e com sensação se sujo, porém está ali feliz com a sensação de que é mais sério por usá-lo.

Rockeiros nos anos 60 e 70 usavam bigodes que os deixavam mais cool, acompanhados de grandes costeletas, e todos iam na onda, seguindo a tendência.

O tiozinho que vendia raspa raspa na frente do colégio usava o que deve ser chamado de meio bigode, pois ele só pega metade do bigode na horizontal, deixando aquele fino traço em cima da boca.

Tem aqueles caras que não querem nem saber de cuidar do bigode, mais parecendo ter pentelhos na cara.



Tem o bigode estilo leão marinho, sempre no rosto de algum velho que gosta de falar alto e esconder sua banguela.

Policiais deixam seus bigodões com o propósito de “impor respeito”, segundo os mesmos. Será que é o bigode que segura o cacetete e desce a mão? Estranha essa forma de respeito.

Os bigodes estão presentes em diferentes meios sociais e culturais. Então por que ainda existe preconceito e estranhamento com algo tão simples e legal? Todo homem que se preza um dia já quis e deveria usar bigode.

Infelizmente, alguns costumam fazer o seu bigode de pirulito e ficam chupando e outros usando de fio dental, passando entre os dentes para tirar restos. Isso apenas denigre a imagem dos demais bigodudos, prejudicando essa bela cultura.



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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

[Física] Pessoas espaçosas

Segundo a lei da física, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Só esqueceram de avisar àquelas pessoas que acham que são donas do espaço que pisam, sentam ou até mesmo andam.

Está cada vez mais difícil de se locomover, no meio de pessoas que fazem questão de ocupar sozinhas espaços habitáveis por mais de dez. E isso não se trata de tamanho, nem muito menos de obesidade, é de falta de educação mesmo.

Não existe coisa pior do que sentar num banco e, de repente, um cara que pensa possuir três testículos senta ao seu lado, com a perna por cima da sua, numa posição altamente confortável (para os ovos dele), como se estivesse deitado na poltrona da sua casa, vendo a banheira do Gugu. No caso das mulheres, parece que vão parir ali mesmo.



No trânsito, alguns esquecem que passou o tempo de criança e que aquilo ali não é autorama, para pôr o carro em cima da linha, ocupando duas faixas. Não existe tanta dificuldade em escolher uma (a da direita, por favor), e deixar os carros transitarem a mais de 30KM/h.

Tem uns que parecem calcular o espaço das calçadas, e conseguem se posicionar nela de uma forma que não temos saída nem para um lado nem para o outro. Isso tudo andando mais devagar que uma tartaruga, é claro. Afinal, para quê a pressa? E não tente esboçar uma escapada, ela faz um zig zag intencional para atrasar mais ainda sua vida.

Dentro do transporte coletivo (o velho ônibus novamente) a situação não é das melhores em relação aos espaçosos. Mesmo possuindo um corredor bastante estreito, o busão dá chance para que as pessoas passem uma pela outra, sem existir a necessidade de dar uma enrabada, mas eles adoram incomodar.

Parece algo intrigante, mas pare e analise na hora de deitar na cama pra dormir, se você não está se encolhendo, com uma pequena sensação de que alguém também vai deitar na sua cama de solteiro.

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domingo, 2 de dezembro de 2007

[Questionamento] Perguntas de final de ano.

Por que as paredes da casa precisam ser pintadas justamente no final do ano?

“Tá parcelando no cartão?”

Vai dar pra pagar tudo com o 13º?

Pra que servem as nozes?

Por que seus amigos nunca lhe tiram no amigo secreto?

Por que sempre ganhamos algo bem mais barato do que o presente que compramos?

De onde vêm todas essas pessoas que estão na ceia?

Como eu nunca vi um chester vivo?

Alguém vai comer aquelas rabanadas?

Por que colocam aquelas botinhas no peru?


Alguém ainda agüenta retrospectiva?

Qual a razão das empresas insistirem nas confraternizações de fim de ano?

O especial do Roberto Carlos é realmente especial?

São Silvestre era corredor?

Qual a graça dos fogos de artifício?

Iemanjá gosta realmente de receber rosas e cidra?

Vestir-se todo de branco é racional?

Usar roupas íntimas amarelas vai me trazer prosperidade?

Próximo ano vai ser melhor?

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

[Meteorologia] Recife: o inferno é aqui

Existem várias conspirações em torno de Lost de que as pessoas estão todas mortas e vão parar naquela ilha amaldiçoada e cheia de mistérios. Pura enrolação; as pessoas mortas estão no Recife, pagando seus pecados neste inferno.

Natal está chegando e as pessoas tentam se enganar com essas historinhas bonitinhas sobre o nascimento do menino Jesus, porém esta época, nesta cidade, não tem nada celestial, e sim um caldeirão pra derreter qualquer asfalto das reformas da Conde da Boa Vista.

Normalmente querem representar o verão com aquelas imagens de praias, que deixam qualquer um louco pra tomar aquele caldinho do “chicotinho”, dar aquele mergulho com os tubarões e levar bolada de frescobol. Mas parece que se esquecem que a vida não é só final de semana, e que, durante a semana, esse sol é uma tortura.

É de levar qualquer um ao suicídio. Como se não bastasse ter que sair pra trabalhar às 4h30, a pessoa já tem que pegar sol na cara essa hora. Mentira? Não. No Recife, o sol aparece muito cedo e louco pra infernizar o dia dos trabalhadores.

Como se não bastasse o suor que ensopa todo o corpo, ainda temos que aturar piadinhas, daquelas do tempo que vovô vendia picolé na praia,como “nesse calor, marujo em terra sua”, “nesse calor jumento na bunda sua” ou “nesse calor como sua a bunda”, tendo que criar respostas pra se livrar do calor e do babaca.

O negócio é tão desestimulante que ninguém quer fazer algo que canse. Jogador não quer jogar, pois vai correr no calor, o motoboy não quer sair porque na moto não tem ar e até, por incrível que pareça, Denny Oliveira não quer pegar criancinhas porque vai suar muito.

Olhando pelo lado bom (será?), o calor proporciona uma baita criatividade na cena cultural local. Se não fosse ele não teríamos grupos com nomes como: Ritmo Quente, Labaredas e Suor de menina.

O pior de tudo é passar o verão torcendo pra que o inverno chegue. Rá, doce ilusão de melhoras, pois acaba o calor e chega o mormaço, além dos banhos dos carros que passam em cima das poças.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

[Música] O conflito brega


Todo mundo já está acostumado, e parece que acomodado, com tanta música brega tocando no seu pé do ouvido, mesmo que contra sua vontade, afinal é inevitável correr delas. O pior é que essas pessoas estão deixando a ruindade do tecnobrega sujar a imagem do brega original.

Muito antes das roupas espalhafatosas da Joelma e do topete amarelo de Chimbinha, já existiam pessoas determinadas a proliferar a cultura brega, abrindo de forma rasgada seus corações e expondo todos os seu sentimentos sem vergonha alguma. Hoje, esse romantismo pobre, porém sincero, é motivo de risada quando ouvido pelas pessoas.

Quando Odair José falava da menina na cadeira de rodas, ele não estava tirando onda da turma de Cotoco, então não tem porque rir com a música. Entendam, era uma paixão sem limites, fez o cara escrever uma música um tanto poética, ao menos para o gênero, e deve ser decepcionante ver que muitas pessoas levam isso na graça. Sem coração.

Saudade dos tempos em que os botecos perto das nossas casas nos incomodavam com essas músicas. Éramos felizes e não sabíamos que pela frente viriam os pagodes românticos, os forrós eletrônicos e o tecnobrega, que estremecem os vidros das residências, na potência daqueles sons na mala do carro do fuleiro.

Se o incômodo antes era sentimental, logo passo a ser baixo astral. Antes ouvir “aquela menina sentada em sua cadeira de rodas...” do que “nossos corpos coladinhos suadinhos de prazer...”. Se pra você é tudo de baixo nível, pelo menos considere o que baixa menos.

Esse preconceito com o brega antigo tem que ser deixado de lado. Coloque no som e logo vira um vício, bate uma inveja de não conseguir dizer pra quem você ama tudo aquilo que dizem esse caras com o coração aberto.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

[Boas Festas] Natal surreal

Nem pinheirinhos, peru assado, renas serelepes ou Papai Noel com pó de arroz no rosto e barba postiça. O verdadeiro símbolo do Natal é Simone. É batata: passe em qualquer shopping a partir do final de outubro e repare na música ambiente. Você tem grandes chances de escutar Simone cantando “Então é Natal” acompanhada de um coro de criancinhas que, a julgar pelo som produzido, é formado exclusivamente por pirralhos com transtornos mentais.

Alguém escuta Simone em outra época? A segmentação profissional chegou ao absurdo de termos uma interprete que se dedica exclusivamente ao cancioneiro natalino. Se ela ganhasse royalities cada vez que alguma gravação de seus 42 álbuns natalinos fosse executada, provavelmente seria uma das cantoras mais bem pagas do mundo.

Uma jóia rara da MPB natalina

Aliás, o uso desse tipo de trilha sonora mostra o quão surreal é o Natal. Citemos um exemplo clássico: “Pinheirinhos, que alegria, trá-lá-lá-lá-lá!”. Não faz sentido. Quem, em sã consciência, sentiu um arroubo de felicidade ao ver uma destas árvores artificiais? E o que dizer de cantar trá-lá-lá-lá-lá? Tinha ácido no panetone de quem escreveu isso, não há outra explicação.

Outra mostra das bizarrices das canções natalinas, desta vez num trecho de Jingle Bells: “Paz na Terra, pede o sino alegre a cantar”. Psicodelia é pouco para explicar um sino sorridente clamando por paz. Parece uma daquelas frases que Caetano Veloso solta em entrevistas.

O exemplo mais emblemático talvez seja Natal das crianças, na integra abaixo:

Natal, Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus

Blim, blão, blim, blão,
blim, blão...

Bate o sino da matriz
Papai, mamãe rezando
Para o mundo ser feliz

Blim, blão, blim, blão,
blim, blão...

O Papai Noel chegou
Também trazendo presente
Para a vovó e o vovô

Além de uma notável repetição da palavra Natal na primeira estrofe, temos um grave problema, as crianças. Apesar de mencionadas no título, só aparecem na primeira linha da letra. Distração, esquecimento? Mais uma vez, somente o efeito de alucinógenos poderia explicar um erro tão crasso e justificar o enigmático refrão “blim, blão, blim, blão”. Sem contar a passagem preconceituosa “O Papai Noel chegou, TAMBÉM trazendo presente para a vovó e o vovô”. E por que os velhinhos não mereceriam lembrancinhas? Em tempos de politicamente correto, caberia uma revisão.
Bons tempos em que Papai Noel tinha fabricava os presentes

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Aguarde...

A Vaca vai voltar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

[Recesso?] A vaca vai pro brejo

Além de ser uma ótima estratégia de marketing – aposto que a partir de agora as minhas coletâneas individuais do Vacacaga vão vender bem mais nas livrarias –, anunciar o recesso é necessário. Com ego cada vez mais inflado, a única saída viável para mim é partir para a carreira solo. É realmente triste que eu não consiga mais esticar carreiras de cocaína com Renato e Yuri. A droga muda as pessoas. A partir de agora, é cada um por si.

Em verdade, a desculpa que tenho é falta de tempo para atualizar. Uma meia inverdade, em verdade. Sou desempregado e tenho me ocupado diariamente com nada. Com ou sem afazeres, poderia muito bem atualizar a casa mais vezes. Porque isso já aconteceu, num passado não tão distante.

Preguiça? Um pouco. Falta de criatividade? Bastante. É.

Como uma das mentes criativas (mas nem tanto) por trás (também na frente e de ladinho) do Vacacaga, é com pesar que anuncio o meu recesso. Queria agradecer aos patrocinadores, que sempre acreditaram no meu potencial e ajudaram a construir minha fortuna.

Ah, sim. Tem você também, leitor. Sem suas palavras de apoio, comentários cretinos e ofensas, não teria chegado onde cheguei: a lugar algum. Obrigado pela audiência e fidelidade.

Quando volto? Não sei. Aguardo uma proposta milionária de algum excêntrico que queira reunir nós três, como nos velhos tempos.

Abraços para todos.

PS: Eu tenho um blogue, que todos que visitam aqui já devem conhecer. Continuo escrevendo por lá, mesmo que ninguém – nem mesmo eu – goste do que produzo. Teimosia. Clique aqui.