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Só porque o carnaval é promíscuo e tresloucado, não quer dizer que é socialmente aceitável esquecer dos bons modos no período. Finas maneiras são sempre bem-vindas, não importa o quão libertino seja o momento. Aqui vai um guia de sobrevivência para as principais situações enfrentadas no carnaval.
Só porque o carnaval é promíscuo e tresloucado, não quer dizer que é socialmente aceitável esquecer dos bons modos no período. Finas maneiras são sempre bem-vindas, não importa o quão libertino seja o momento. Aqui vai um guia de sobrevivência para as principais situações enfrentadas no carnaval.
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Marcadores: feliz ano-novo para todos, muitas rolhas para os leitores em 2008
Recentemente caiu na internet um vídeo onde o nosso companheiro Yuri "Monstro" faz sexo com duas mulheres de identidades ignoradas.
Ainda no espírito de Natal, resolvi fazer um apanhado com os melhores momentos do Livro Sagrado: a Bíblia. Apesar de ser um livro cheio de ação, drama, sexo e bom humor, a obra se estende por muitas páginas, então esse estudo terá que ser dividido.
9º- Gn 2, 25
és mulher formosa à vista; E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa”
1º- Gn 9, 21-25

I – Infância de Jesus (1-2)
Prólogo (= Mc 1,987623ss = Lc 38764s = Jc 1,58-98763)
A caretice (= Mc 1,7865,9 – 98384 = Lc 4,14s; 9,789 – 111346)
II – Princípio da Missão de Jesus ( 1 -3)
Se jogando no mundo (= Lc 874,8,4 – 761,96)
1 Foi no ano décimo quinto do reinado de Tibério que Jesus começou sua vida pública. Ganhou alguma fama (e também alguns trocados, afinal, também era filho de Deus) curando possessos, leprosos e viciados em crack. 2 Foi nesse período em que criou o slogan “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. 3 Um tanto megalomaníaco, é verdade, mas marcante e eficiente.
1 O caminho para o showbiz foi curto, naquela época qualquer truquezinho barato como andar sobre a água impressionava. 2 Em pouco tempo Jesus ficou pop e formou uma trupe com 12 amigos.
1 Judas armou uma cilada. Plantou 600g de maconha e uma garrafa de dois litros de Fanta Uva nos pertences de Jesus e o denunciou para a divisão de narcóticos da guarda do Templo. 2 O traidor combinara com os soldados um sinal: “Aquele que eu der um tapinha na bunda, é ele. Prendei-o!” 3 Jesus tascou um soco na cara do pederasta traidor após a brincadeira e acabou sendo preso também acusado de agressão.
III - A paixão de Jesus (1)
Caminho da cruz (= Mc 1,7865,9 – 98384 = Lc 4,14s; 9,789 – 111346)
1 O fim da história todos sabem. Carregar uma cruz pesada por quilômetros, ser chutado, cuspido e maltratado, usando apenas uma cueca rústica e uma coroa de espinhos. 2 E fazendo tudo isso de bom grado, provavelmente se divertindo, achando que estava salvando a humanidade. 3 É por isso que chamam de “A Paixão”. Talvez tenha sido um pouco mais extremo do que os apaixonados fazem habitualmente para agradar quem eles gostam, mas faz todo o sentido. 4 E, como todos sabem esse tipo de entrega quase nunca dá muito certo. 5 “Bonzinho só se fode”, teria dito Barrabás antes de correr para a liberdade. Pura verdade. 6 Um romântico irreparável esse Jesus.
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Dom Pedro I já brincava de limpar os dentes com seu bigode, após cada farta refeição, e ninguém falava nada daquele bigode monstro, que emendava com a costeleta, de forma bastante estilosa pra época.
Fred Mercury arrasava nos palcos, usando aquele seu bigode que o deixava com cara de macho (brabo), mas como suas calças lhe entregavam logo, qualquer bigode parecido com o de Fred Mercury é gay.
O cobrador do ônibus (sempre ele) usa seu bigode fininho, ralo, mal aparado e com sensação se sujo, porém está ali feliz com a sensação de que é mais sério por usá-lo.
Rockeiros nos anos 60 e 70 usavam bigodes que os deixavam mais cool, acompanhados de grandes costeletas, e todos iam na onda, seguindo a tendência.
O tiozinho que vendia raspa raspa na frente do colégio usava o que deve ser chamado de meio bigode, pois ele só pega metade do bigode na horizontal, deixando aquele fino traço em cima da boca.
Tem aqueles caras que não querem nem saber de cuidar do bigode, mais parecendo ter pentelhos na cara.
Tem o bigode estilo leão marinho, sempre no rosto de algum velho que gosta de falar alto e esconder sua banguela.
Policiais deixam seus bigodões com o propósito de “impor respeito”, segundo os mesmos. Será que é o bigode que segura o cacetete e desce a mão? Estranha essa forma de respeito.
Os bigodes estão presentes em diferentes meios sociais e culturais. Então por que ainda existe preconceito e estranhamento com algo tão simples e legal? Todo homem que se preza um dia já quis e deveria usar bigode.
Infelizmente, alguns costumam fazer o seu bigode de pirulito e ficam chupando e outros usando de fio dental, passando entre os dentes para tirar restos. Isso apenas denigre a imagem dos demais bigodudos, prejudicando essa bela cultura.Marcadores: bigode, biologia, cobrador, Denny Oliveira, Dinheiro, leão marinho, liseu, pentelho, Renatão, Tony Ramos
Segundo a lei da física, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Só esqueceram de avisar àquelas pessoas que acham que são donas do espaço que pisam, sentam ou até mesmo andam.
Está cada vez mais difícil de se locomover, no meio de pessoas que fazem questão de ocupar sozinhas espaços habitáveis por mais de dez. E isso não se trata de tamanho, nem muito menos de obesidade, é de falta de educação mesmo.
No trânsito, alguns esquecem que passou o tempo de criança e que aquilo ali não é autorama, para pôr o carro em cima da linha, ocupando duas faixas. Não existe tanta dificuldade em escolher uma (a da direita, por favor), e deixar os carros transitarem a mais de 30KM/h.
Tem uns que parecem calcular o espaço das calçadas, e conseguem se posicionar nela de uma forma que não temos saída nem para um lado nem para o outro. Isso tudo andando mais devagar que uma tartaruga, é claro. Afinal, para quê a pressa? E não tente esboçar uma escapada, ela faz um zig zag intencional para atrasar mais ainda sua vida.
Dentro do transporte coletivo (o velho ônibus novamente) a situação não é das melhores em relação aos espaçosos. Mesmo possuindo um corredor bastante estreito, o busão dá chance para que as pessoas passem uma pela outra, sem existir a necessidade de dar uma enrabada, mas eles adoram incomodar.
Parece algo intrigante, mas pare e analise na hora de deitar na cama pra dormir, se você não está se encolhendo, com uma pequena sensação de que alguém também vai deitar na sua cama de solteiro.
Marcadores: autorama, Carro, Denny Oliveira, Einstein, espaço, física, Gugu, lentidão
Por que as paredes da casa precisam ser pintadas justamente no final do ano?
Marcadores: asa de águia, biscoito trakinas, bundas passivas, cueca verda, danuza leão, etiqueta, feliz 2007, filhos de gandhi, oferenda, papai noel, periguetes, peru, puxando fogo, Satã, zumbis
Existem várias conspirações em torno de Lost de que as pessoas estão todas mortas e vão parar naquela ilha amaldiçoada e cheia de mistérios. Pura enrolação; as pessoas mortas estão no Recife, pagando seus pecados neste inferno. Natal está chegando e as pessoas tentam se enganar com essas historinhas bonitinhas sobre o nascimento do menino Jesus, porém esta época, nesta cidade, não tem nada celestial, e sim um caldeirão pra derreter qualquer asfalto das reformas da Conde da Boa Vista.
Normalmente querem representar o verão com aquelas imagens de praias, que deixam qualquer um louco pra tomar aquele caldinho do “chicotinho”, dar aquele mergulho com os tubarões e levar bolada de frescobol. Mas parece que se esquecem que a vida não é só final de semana, e que, durante a semana, esse sol é uma tortura.
É de levar qualquer um ao suicídio. Como se não bastasse ter que sair pra trabalhar às 4h30, a pessoa já tem que pegar sol na cara essa hora. Mentira? Não. No Recife, o sol aparece muito cedo e louco pra infernizar o dia dos trabalhadores.
Como se não bastasse o suor que ensopa todo o corpo, ainda temos que aturar piadinhas, daquelas do tempo que vovô vendia picolé na praia,como “nesse calor, marujo em terra sua”, “nesse calor jumento na bunda sua” ou “nesse calor como sua a bunda”, tendo que criar respostas pra se livrar do calor e do babaca.
O negócio é tão desestimulante que ninguém quer fazer algo que canse. Jogador não quer jogar, pois vai correr no calor, o motoboy não quer sair porque na moto não tem ar e até, por incrível que pareça, Denny Oliveira não quer pegar criancinhas porque vai suar muito.
Olhando pelo lado bom (será?), o calor proporciona uma baita criatividade na cena cultural local. Se não fosse ele não teríamos grupos com nomes como: Ritmo Quente, Labaredas e Suor de menina.
O pior de tudo é passar o verão torcendo pra que o inverno chegue. Rá, doce ilusão de melhoras, pois acaba o calor e chega o mormaço, além dos banhos dos carros que passam em cima das poças.
Marcadores: 666, Brega, caldinho, calor, chicotinho, Denny Oliveira, inferno, metal, Saara, Sol

Muito antes das roupas espalhafatosas da Joelma e do topete amarelo de Chimbinha, já existiam pessoas determinadas a proliferar a cultura brega, abrindo de forma rasgada seus corações e expondo todos os seu sentimentos sem vergonha alguma. Hoje, esse romantismo pobre, porém sincero, é motivo de risada quando ouvido pelas pessoas.
Quando Odair José falava da menina na cadeira de rodas, ele não estava tirando onda da turma de Cotoco, então não tem porque rir com a música. Entendam, era uma paixão sem limites, fez o cara escrever uma música um tanto poética, ao menos para o gênero, e deve ser decepcionante ver que muitas pessoas levam isso na graça. Sem coração.
Saudade dos tempos em que os botecos perto das nossas casas nos incomodavam com essas músicas. Éramos felizes e não sabíamos que pela frente viriam os pagodes românticos, os forrós eletrônicos e o tecnobrega, que estremecem os vidros das residências, na potência daqueles sons na mala do carro do fuleiro.
Se o incômodo antes era sentimental, logo passo a ser baixo astral. Antes ouvir “aquela menina sentada em sua cadeira de rodas...” do que “nossos corpos coladinhos suadinhos de prazer...”. Se pra você é tudo de baixo nível, pelo menos considere o que baixa menos.
Esse preconceito com o brega antigo tem que ser deixado de lado. Coloque no som e logo vira um vício, bate uma inveja de não conseguir dizer pra quem você ama tudo aquilo que dizem esse caras com o coração aberto.
Marcadores: Associação dos Paraplérgicos Felizes, Brega, calypso, Denny Oliveira, empregada doméstica, Flávio José, menina da cadeira de rodas, Odair José, Raimundo Soldado, Xuxa
Nem pinheirinhos, peru assado, renas serelepes ou Papai Noel com pó de arroz no rosto e barba postiça. O verdadeiro símbolo do Natal é Simone. É batata: passe em qualquer shopping a partir do final de outubro e repare na música ambiente. Você tem grandes chances de escutar Simone cantando “Então é Natal” acompanhada de um coro de criancinhas que, a julgar pelo som produzido, é formado exclusivamente por pirralhos com transtornos mentais.
Marcadores: blim, blão, caetano veloso, canções natalinas, frango assado, papai noel, renas, simone
Além de ser uma ótima estratégia de marketing – aposto que a partir de agora as minhas coletâneas individuais do Vacacaga vão vender bem mais nas livrarias –, anunciar o recesso é necessário. Com ego cada vez mais inflado, a única saída viável para mim é partir para a carreira solo. É realmente triste que eu não consiga mais esticar carreiras de cocaína com Renato e Yuri. A droga muda as pessoas. A partir de agora, é cada um por si.